[Notícia] Livros de bolso fazem sucesso no mercado brasileiro
quarta-feira, 14 de março de 2012
Quem passa por postos de gasolina, farmácias, bancas de jornal e livrarias onde os títulos de bolso (pocket books) da editora gaúcha L&PM são vendidos talvez não desconfie que essa boa ideia nasceu num momento de crise. A empresa estava quase quebrada em fevereiro de 1997, quando a coleção, hoje eclética (literatura, culinária, quadrinhos etc), começou. Este mês, com Diários de Andy Warhol, ela chega ao milésimo volume nesse formato – e vendendo dois milhões de exemplares por ano. A concorrência já despertou para esse mercado. “Atualmente, o livro de bolso é a alma da L&PM. Quando soube dessa ideia, um consultor nos disse que seria a salvação da editora. Quatro anos depois, conseguimos pagar todas as dívidas e resgatar o prestígio da empresa. (...)", afirma Ivan Pinheiro Machado, um dos proprietários do grupo gaúcho.
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| Umberto Eco, autor de "O Nome da Rosa" |
Entre os feitos da L&PM estão edições (com novas traduções) de escritores como Balzac, Shakespeare, Maupassant, Gogol e Dostoiévski, a coleção completa de Sherlock Holmes e versões bilíngues de obras gregas antigas, com os textos em português ao lado de originais em grego clássico. Não há corte de conteúdo por causa do tamanho reduzido dos livros. Boa parte deles custa menos de R$ 20 (cada), mas há caixas que esbarram nos R$ 100, como a de cinco títulos do escritor alemão Bukowski.
Além do preço, outro ponto que ajuda a tornar os títulos da Companhia das Letras mais atraentes é a preocupação com a arte das capas. Todas são reproduções de pinturas de Jeff Fisher com motivos diferentes, mas com a mesma identidade visual. A maioria dos títulos é vendida por cerca de R$ 20. Há obras de autores como Hannah Arendt, Caetano Veloso, Salman Rushdie, Milan Kundera e Oliver Sacks.
Na disputa por adeptos dos pocket books, o selo Best Bolso, da Editora Record, é um dos que mantêm maior quantidade de títulos. Agora, vai chegar ao número 300 com o clássico O nome da rosa, de Umberto Eco, que está no prelo. (...)
A Record está bem abaixo da L&PM e seus 1.029 títulos, mas com boa vantagem sobre a terceira colocada (em termos quantitativos), a Companhia das Letras, com 170. Como o Grupo Editorial Record conta com outros 14 selos, a política de apenas relançar livros da empresa encontra sentido nas centenas de opções que, dessa forma, estão à disposição.
Adaptado de:
http://www.divirtase.uai.com.br/html/sessao_7/2012/02/21/ficha_agitos/id_sessao=7&id_noticia=49741/ficha_agitos.shtml























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